DENÚNCIA

Comissão de Ética da Câmara nega pedido de arquivamento do caso Revisa em Betim

Primeira reunião definiu os próximos passos da apuração, incluindo análise do rito, dos documentos da comissão especial e de pedidos de acesso ao processo

Por Lisley Alvarenga

Publicado em 19 de agosto de 2026 | 12:31

 
 
Reunião ocorreu nesta quarta-feira (19), na sala de reuniões da Câmara Reunião ocorreu nesta quarta-feira (19), na sala de reuniões da Câmara Foto: Nelson Batista

A Comissão de Ética da Câmara  negou, na primeira reunião para analisar o caso Revisa, o pedido de arquivamento apresentado por quatro vereadores que são alvo da apuração. Com a decisão, o processo segue em tramitação e será analisado pela comissão para verificar se houve quebra de decoro parlamentar. A reunião ocorreu na quarta (19/8), na sala de reuniões do Legislativo. O próximo encontro está marcado para o dia 2 de setembro, às 9h, no mesmo local.

Veja o vídeo:

Segundo o presidente da Comissão de Ética, vereador Klebinho Rezende (Avante), os trabalhos  serão acompanhados pela Procuradoria da Câmara e pela Diretoria Legislativa. “A comissão também deliberou sobre pedidos de vista, que permitem aos interessados consultar os documentos que integram a apuração”, explicou o parlamentar.

Outro encaminhamento foi o envio do caso para análise jurídica. A procuradoria deverá avaliar o rito que deve ser seguido pela Comissão de Ética e os limites de sua atuação durante a apuração. “Assim, poderemos estabelecer com segurança quais procedimentos poderão ser adotados  ao longo do processo e quais são as atribuições da comissão na análise de uma possível quebra de decoro parlamentar”, completou Klebinho.

Também será avaliado se os documentos e demais elementos reunidos pela Comissão Especial poderão ser aproveitados na comissão.

Caso Revisa

A Comissão de Ética começou a trabalhar depois do encerramento da Comissão Especial criada em 18 de maio para investigar denúncias relacionadas à destinação de recursos públicos à Revisa, registrada no bairro Brasileia. A entidade foi apontada como beneficiária de quase R$ 4 milhões previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 por meio de emendas parlamentares impositivas e de bancada.

Durante a investigação anterior, a comissão especial solicitou documentos à Revisa e à prefeitura, incluindo comprovantes de serviços de consultoria, planos de trabalho executados nos últimos dois anos, atas, procurações e outros materiais relacionados ao funcionamento da instituição.

O caso ganhou repercussão após  questionamentos sobre a existência e a operação da entidade. Em diligência no endereço cadastrado pela Revisa,  equipes da prefeitura informaram não ter localizado o imóvel de número 352 indicado nos registros oficiais.

A investigação também é acompanhada pelo Ministério Público de Minas Gerais, mas o  procedimento  tramita sob sigilo.