LEGISLATIVO

PL prevê endurecer punições a empresas de ônibus de Betim com problemas de segurança

Projeto de lei estabelece multa diária para ônibus que forem flagrados circulando em condições consideradas inadequadas

Por Lisley Alvarenga


Publicado em 09 de maio de 2026 | 09:00
 
 
Pelo projeto, veículos reincidentes nas irregularidades poderão ter o registro cancelado e serem retirados de circulação pela Ecos

A Câmara Municipal aprovou em segunda discussão, na reunião desta terça-feira (5/5), o Projeto de Lei 561/2025, que prevê punições mais rígidas para concessionárias do transporte coletivo de Betim que colocarem em circulação veículos com problemas de segurança. O texto ainda precisa passar pela votação em redação final antes de seguir para sanção do prefeito Heron Guimarães (União Brasil).  

A proposta estabelece multa diária para ônibus que forem flagrados circulando em condições consideradas inadequadas. O projeto também determina penalidades para ônibus com vistoria da Empresa de Construções, Obras, Projetos, Transportes e Trânsito (Ecos) vencida ou reprovada, veículos sem condições adequadas de segurança para usuários e terceiros e coletivos com vida útil vencida.  

Veículos reincidentes podem ter o registro cancelado e serem retirados de circulação pela Ecos. O projeto prevê ainda que, em caso de acidente envolvendo veículo operando em situação irregular, a Ecos deverá comunicar a polícia e demais órgãos competentes para apuração de possível crime. 

Presidente da Comissão de Transportes e Mobilidade Urbana, o vereador Paulo Tekim (PL)explicou que decidiu propor a matéria após a comissão receber denúncias frequentes sobre o serviço. 

“Recebo diariamente relatos de ônibus quebrados, veículos sem manutenção básica e passageiros em pânico. Não podemos mais admitir que alguém saia de casa para trabalhar e não saiba se o freio do ônibus vai funcionar ou se o veículo vai pegar fogo no meio do trajeto. A segurança não é um favor, é uma obrigação que está sendo negligenciada”, disse o vereador.  

Tekim afirmou que as punições atuais perderam seu caráter educativo e não incentivam melhorias na frota.

“O problema é que, hoje, para os maus prestadores de serviço, pagar a multa sai mais barato do que consertar o ônibus. A legislação atual perdeu seu viés educativo e ela virou apenas uma ‘taxa’ que as empresas pagam para continuar operando de forma errada. Com o projeto, queremos inverter essa lógica. Estamos propondo punições que realmente pesem no bolso para que o descumprimento da lei se torne financeiramente inviável”, declarou Tekim.