RESISTÊNCIA

Coletivo Primeiro Mundo promove encontro cultural com arte, dança e poesia em Betim

Evento nesta quarta (18) reúne artistas locais, exposição de quadros, slam de poesia e debate sobre cultura periférica

Por Marcio Antunes

Publicado em 17 de março de 2026 | 15:59

 
 
Programação inclui exposição de artes visuais, apresentações de break dance, slam de poesia, roda de conversa sobre cultura, além da participação de artistas da cidade Programação inclui exposição de artes visuais, apresentações de break dance, slam de poesia, roda de conversa sobre cultura, além da participação de artistas da cidade Foto: Coletivo Primeiro Mundo/Divulgação

O coletivo cultural Primeiro Mundo realiza nesta quarta-feira (18) um encontro artístico em Betim, que reúne diferentes expressões da cultura urbana e periférica. A programação inclui exposição de artes visuais, apresentações de break dance, slam de poesia e uma roda de conversa sobre cultura, além da participação de artistas e representantes de movimentos culturais da cidade.

O encontro será na rua do Rosário, 767, bairro Angola, na praça São Cristóvão. A iniciativa também marca um ano de atuação do coletivo, formado por jovens artistas que se organizam para promover a valorização da cultura produzida nas periferias.

Durante o evento, o público poderá acompanhar apresentações de dança com a B-Girl Nany e os B-Boys Doguynha e Mikao, artistas independentes de Betim. Além das performances, haverá um momento aberto para quem estiver presente e quiser se expressar através da dança.

A programação inclui ainda slam e sarau de poesia, com participação livre de poetas que estiverem no local. O tema será aberto, permitindo que diferentes vozes e experiências sejam compartilhadas. Outro destaque da noite será uma exposição de artes visuais com oito quadros, assinados pelas artistas Sthefane Bernardo e Duda Toledo.

O encontro contará também com uma roda de conversa com representantes do Fórum Popular de Cultura de Betim (FOCU), com participação de Janaína Pereira e Vinicius Martins, discutindo os desafios e caminhos para o fortalecimento da cultura na cidade.

O coletivo Primeiro Mundo é formado por quatro integrantes e funciona de maneira independente, sem sede fixa, com encontros realizados a cada quinze dias. O grupo é composto por Thalisson Felipe Fernandes Ramos, idealizador, mestre de cerimônia e designer; Glayciene Pereira de Souza, idealizadora, mestre de cerimônia e responsável pelo marketing; Milene Gonçalves de Souza, idealizadora, artista visual e responsável pela área administrativa; e Victoria Matos, idealizadora, artista visual e também atuante na administração do coletivo.

Segundo os organizadores, o movimento nasceu da necessidade de criar espaços de expressão para artistas da periferia e fortalecer a identidade cultural local. “Nós acreditamos que nosso movimento é, acima de tudo, resistência. É expressão viva, é identidade, é história sendo contada por quem sempre foi silenciado. A cultura da periferia, assim como a de tantas minorias, ainda enfrenta preconceito, invisibilidade e desvalorização todos os dias”, afirma Glayciene Pereira de Souza, integrante do coletivo.

Ela destaca que a arte tem sido uma forma de enfrentar essas barreiras e transformar experiências em manifestação cultural. “O que a gente faz é resistir através da arte. É transformar dor em potência, vivência em cultura e luta em voz. Nosso objetivo é justamente combater esse preconceito, abrir espaços, fortalecer quem vem de onde a gente vem e mostrar que a nossa arte tem valor, tem força e merece respeito. Não é só um movimento, é um ato de existência”, conclui.

Além das atividades confirmadas, o coletivo também trabalha para incluir um pocket show musical, que ainda aguarda confirmação de artista convidado.